quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Moda de Mãe → Parte I

Postado por Ana Livia às 09:34 4 comentários
Imagen do Blog Carinhas da Amanda

Oi gurias =D ... que felicidade...participando do bloguinho.. nem preciso dizer que amo né... quem me conhece sabe do meu vicio pela Blogsfera . Bom Espero que curtam cada postagem minha e claro deixem seus comentários que são muito importantes paro nosso cantinho. Gosto de postagens Longas porém que não sejam enjoativas e que envolvam, porque abrir a postagem do dia e se deparar com um assunto massante ninguém merece né!! 

Vamos lá então?

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Câncer de Colo do útero

Postado por Unknown às 18:49 0 comentários

CÂNCER DE COLO DO ÚTERO
Sinônimos:
Câncer de Cérvice Uterina, Câncer do colo uterino
O câncer de colo uterino é o câncer mais comum entre as mulheres no Brasil, correspondendo a, aproximadamente, 24% de todos os cânceres.
Definição de câncer de colo uterino
É o câncer que se forma no colo do útero. Nessa parte, há células que podem se modificar produzindo um câncer. Em geral, é um câncer de crescimento lento, e pode não ter sintomas.
O que é o colo do útero?
O colo é a parte inferior do útero que o conecta à vagina. O colo produz muco que durante uma relação sexual ajuda o esperma a mover-se da vagina para o útero. Na menstruação o sangue flui do útero através do colo até a vagina, de onde sai do corpo. No período de gravidez o colo fica completamente fechado. Durante o parto o colo se abre e o bebê passa através dele até a vagina. 

O que se sente quando se tem o câncer de colo do útero?
O quadro clínico de pacientes portadoras de câncer de colo do útero pode variar desde ausência de sintomas (tumor detectado no exame ginecológico periódico) até quadros de sangramento vaginal após a relação sexual, sangramento vaginal intermitente (sangra de vez em quando), secreção vaginal de odor fétido e dor abdominal associada com queixas urinárias ou intestinais nos casos mais avançados da doença.
Como o médico faz o diagnóstico do câncer de colo do útero?
O diagnóstico é, predominantemente, clínico. A coleta periódica do exame citopatológico do colo do útero (também chamado de exame pré-câncer ou Papanicolau) possibilita o diagnóstico precoce, tanto das formas pré-invasoras (NIC), como do câncer propriamente dito. No exame ginecológico rotineiro, além da coleta do citopatológico, é realizado o Teste de Schiller (coloca-se no colo do útero uma solução iodada) para detectar áreas não coradas, suspeitas. A colposcopia (exame em que se visualiza o colo do útero com lente de aumento de 10 vezes ou mais) auxilia na avaliação de lesões suspeitas ao exame rotineiro, e permite a realização de biópsia dirigida (coleta de pequena porção de colo do útero), fundamental para o diagnóstico de câncer.
Nas pacientes com diagnóstico firmado de câncer de colo do útero, é necessária a realização de exames complementares que ajudam a avaliar se a doença está restrita ou não ao colo do útero: cistoscopia, retossigmoidoscopia, urografia excretora e, em alguns casos, a ecografia transretal.
Os tipos de câncer de colo do útero podem ser: tipo epidermóide, o mais comum, e também pode ser do tipo adenocarcinoma, o qual é bem menos freqüente. O primeiro pode ser diagnosticado na sua forma pré-invasora: NIC (neoplasia intraepitelial cervical), geralmente assintomático, mas facilmente detectável ao exame ginecológico periódico.
Como se trata o câncer de colo de útero?
O tratamento das pacientes portadoras desse câncer baseia-se na cirurgia, radioterapia e quimioterapia. O tratamento a ser realizado depende das condições clínicas da paciente, do tipo de tumor e de sua extensão. Quando o tumor é inicial, os resultados da cirurgia radical e da radioterapia são equivalentes.
O tratamento cirúrgico consiste na retirada do útero, porção superior da vagina e linfonodos pélvicos. Os ovários podem ser preservados nas pacientes jovens, dependendo do estadiamento do tumor; quanto mais avançado, mais extensa é a cirurgia.
O tratamento radioterápico pode ser efetuado como tratamento exclusivo, pode ser feito associado à cirurgia (precedendo-a),ou quando a cirurgia é contra-indicada.

HPV E CANCRO DO COLO DO ÚTERO

Postado por Unknown às 18:48 1 comentários

O vírus HPV 
Prêmio Nobel da Medicina 2008: Harald Zur Hausen



O cancro do colo do útero permanece como uma das neoplasias mais prevalentes no mundo sendo observados 500 mil novos casos todos os anos causando a morte a quase 300 mil mulheres. A incidência anual desta neoplasia diverge consoante a localização geográfica das populações estudadas. Em Portugal, estima-se em 1000 o número de novos casos todos os anos, apresentando a incidência mais elevada da Europa Ocidental.
*Investigador e Professor Universitário com Agregação, Coordenador do Grupo de Oncologia Molecular do Instituto Português de Oncologia do Porto e Presidente da SPPV-Sociedade Portuguesa de Papilomavirus
O Prof. Harald Zur Hausen, a quem foi agora atribuido o Prémio Nobel por ter proposto que o papilomavírus (HPV) estaria na origem do cancro do colo do útero, iniciou a investigação nos anos 70, quando em 1972 e por estudos de biologia molecular não consegue detectar a presença dos virus Herpes em amostras de células tumorais obtidas do colo do útero.
Este resultado negativo permitiu desenvolver o estudo da próxima hipótese que envolvia a detecção dos papilomavírus nestas amostras o que se confirmou com a confirmação da presença das suas sequências genéticas. Desde então, o grupo do Prof. Zur Hausen, Lutz Gissmann, Ethel de Villiers, e outros sediados em Heidelberg, identificaram em 1983 a presença de HPV 16 (um dos HPV oncogénicos) em lesões pré-neoplásicas e em 1985 caracterizaram a organização genética e a actividade do DNA do HPV nas celulas tumorais do colo do útero.
A infecção por HPV (Papilomavirus Humano ou virus do papiloma humano) é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns nos adolescentes e adultos jovens com prevalências que podem atingir os 50%. A infecção por HPV é frequente nos jovens sexualmente activos em particular nas idades entre os 16 até aos 25 anos de idade. O desenvolvimento de condilomas anogenitais, displasias e cancro do colo do útero está claramente associado a infecção por este vírus.
Os estudos epidemiológicos têm demonstrado uma forte associação entre o cancro do colo uterino e padrões de comportamento sexual. A principal forma de transmissão do HPV é a via sexual sendo considerada uma das principais infecções sexualmente transmissíveis (DSTs). Idade precoce da primeira relação sexual e a existência de múltiplos parceiros são factores de risco bem aceites. Hábitos tabágicos, uso de contraceptivos orais, presença de doenças venéreas, algumas deficiências nutricionais e raça/etnia, têm também sido descritos como factores de risco para o cancro do colo uterino.
O risco de infecção aumenta com o número de parceiros sexuais independentemente de o indivíduo ser do sexo masculino ou feminino. Diversos estudos têm sido publicados pelo nosso grupo de Oncologia Molecular/Virologia do Instituto Português de Oncologia do Porto que demonstram a importância de outros factores além do vírus HPV (sendo este o factor iniciador obrigatório) no desenvolvimento do cancro do colo do útero na população portuguesa. O vírus terá um papel como iniciador do tumor e existem cofactores que irão facilitar/promover a evolução para cancro.

O “background” genético parece ser um dos cofactores que influenciam este cancro. Outro cofactor importante parece ser o fumo do tabaco no desenvolvimento precoce desta neoplasia. O conhecimento destes cofatores tem grande importância no contexto das sociedades ocidentais, em que as primeiras relações sexuais acontecem precocemente e existem cada vez mais mulheres jovens e adolescentes que fumam, resultando numa mistura explosiva quando associadas a um vírus oncogénico.
Além do cancro do colo uterino, os vírus HPV, estão também associados a alguns tipos de verrugas genitais e ainda a outras neoplasias anogenitais. Existem identificadas mais de 90 variantes (tipos) do HPV, sendo cada novo tipo de HPV caracterizado com base na seqüência do DNA viral. Quarenta tipos de HPV podem infectar o tracto urogenital e destes cerca de 17 estão associados ao desenvolvimento de cancro sendo conhecidos por HPV de alto risco ou HPV oncogénicos.
A investigação nesta área demonstrou que as proteínas virais complexam com proteínas do hospedeiro importantes na regulação do ciclo celular. Entre os HPV oncogénicos, temos o HPV16 e HPV18 como os mais frequentemente encontrados no cancro do colo uterino. Os HPV6 e HPV11 são também associados a verrugas genitais mas não provocam cancro.
É um facto que o cancro do colo do útero continua a ser um grave problema de saúde em Portugal. Sendo uma neoplasia provocada por um vírus, é possível agora fazer o seu rastreio e a sua prevenção através da vacinação e da formação acerca dos vários factores de risco conhecidos. Para nós, investigadores, no IPO Porto e em outras instituiçoes nacionais como a SPPV-Sociedade Portuguesa de Papilomavirus (= HYPERLINK("http://www.sppv.org/" ; www.sppv.org ) ) que estudamos este assunto nos últimos quinze anos, envolvendo a associação entre os virus HPV e o cancro do colo do utero, é com muita satisfação que vemos a atribuição deste Prémio Nobel ao Prof Harald Zur Hausen (que tivemos o prazer de ter em Portugal em 1999 e 2001 em reunião cientifica) pela sua contribuição para o conhecimento da causa do cancro do colo do útero. 


HPV - Perguntas e respostas mais frequentes


 

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