quarta-feira, 31 de março de 2010

Criança Mimada,Birra ou tem algo errado?

Postado por Val Rodrigues às 11:40 1 comentários Links para esta postagem

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Birra: a hora de dizer não para a criança

Nem sempre é fácil lidar com os escândalos protagonizados pelas crianças, mas os especialistas garantem: pais que sabem dizer não e sustentam essa posição têm mais chances de ajudar os filhos a lidar com as frustrações e ter uma vida mais feliz.
Por Angela Senra
Tudo começa com um chorinho quando o bebê não consegue satisfazer seus desejos – subir na mesa, pegar o controle remoto, não devolver o brinquedo do irmãzinho. Mas o primeiro mandamento para lidar com a birra infantil é não se desesperar. Gritar e perder o controle só reforça esse tipo de comportamento da criança, que entende a sua reação como parecida com a dela. Quando o pequeno percebe que conseguiu tirá-la do controle e chamou a sua atenção, desconfia que você acabará cedendo, especialmente se estiverem em público. E, aí, salve-se quem puder.

Segundo a psicanalista infantil e familiar Anne Lise Scappaticci, de São Paulo, desde muito cedo as crianças aprendem a arte da manipulação. “Da mesma maneira que sabem que agradam quando são boazinhas, percebem que podem usar a birra para conseguir o que desejam”, diz.

A teima faz parte do comportamento infantil, como uma tentativa de a criança demonstrar certa independência e expressar suas vontades. E aparece por volta de 1 ano e meio de idade.

Quando a criança tenta conseguir o que quer através de showzinhos, a dica é dar um pouco de atenção, sem estender a bronca por horas. Você pode dizer que esse “não” é o jeito de conseguir o que ela quer e por causa disso não vai ter mesmo. E não fique assistindo ao espetáculo, a menos que a criança esteja se debatendo e corra o risco de se machucar.

“Nesses casos, aconselho a abraçá-la e ir conversando até ela se acalmar”, afirma Anne Lise. Se o incidente ocorreu numa festa de aniversário, por exemplo, assim que cessar, volte para casa. Depois de um escândalo como esse, a criança não pode ser recompensada com diversão.

Segundo Vera Iaconelli, psicanalista e coordenadora do Gerar – Instituto de Psicologia Perinantal, se o ataque for muito intenso e você estiver no shopping ou no parque, vale levá-la até o carro para se acalmar e, se for o caso, nem retornar. O problema é acabar com o programa dos irmãos ou da família toda. O ideal é tirá-la do local e mostrar que a birra não levará a nada, que você não mudará de ideia.

“Quando os pais aprendem a lidar com o filho, as birras diminuem. Depois de uma ou duas vezes, ele aprende que a teimosia não adianta e para de insistir. Se isso não acontece, é porque a criança descobriu que fazer cena funciona e ela sempre ganha a parada”, diz Vera.

A maneira de lidar com esses conflitos é decisiva. “Os pais precisam ser firmes, mesmo que o filho chore e fique com raiva deles. Se cedem a cada vez que ele fica desapontado, acabam criando uma pessoa que não suporta a frustração, tem dificuldades de relacionamento e fica malvista pelos amigos, que muitas vezes se afastam”, alerta Anne Lise.

O que é normal e quando a birra é preocupante
O bebê está brincando, você precisa dar banho nele para sair, mas a criança não quer. Ele se rebela e chora. Nessas horas, o truque é mudar seu foco, chamando a atenção para objetos e pessoas de que ele gosta. Imagine se os pais ou os cuidadores sempre cederem a essa pequena rebeldia? Como conseguirão encontrar um momento para levá-lo à banheira? E quando ele ficar maior, serão os pais capazes de impor obediência?

A psicanalista Vera Iaconelli explica que a capacidade de aceitar regras vai se desenvolvendo ao longo do tempo e os pais não precisam fazer disso uma batalha, entrando em constante confronto com a criança.

“Alguns pais têm tanto pavor da birra que negam tudo, vetando qualquer chance de o filho se revoltar e descobrir por si só o que quer. O equilíbrio está em selecionar o não para coisas realmente importantes, como morder e bater nos outros ou nos objetos, colocar o dedo na tomada, atravessar a rua sem dar a mão.”

Se seu filho sempre se comporta como um birrento, atenção! “Apesar de ser frequente no universo infantil, o padrão indica um problema mais sério. É hora de procurar ajuda de um especialista. Do contrário, a birra fará a criança se fechar em uma ideia fixa, sem enxergar outras possibilidades”, alerta Anne Lise.

É difícil enfrentar um comportamento quando ele aparece pela primeira vez. E é muito comum a criança que nunca fez uma determinada birra um dia se atirar no chão e fazer manha, deixando os pais atônitos.

Uma das explicações para isso é a imitação. Ela pode ter visto o amiguinho fazer o mesmo, percebido que funcionou e tentar a sorte também. “O papel dos pais nessa hora é dizer não e tirar a criança do local. Ponto final. Não caia na tentação de passar meia hora falando, dando corda para uma atitude repreensível ou criticando a ação como se fosse a pior coisa do mundo”, diz Vera.

Birra: sermões não resolvem, insista nas regras
“Até os 5 ou 6 anos, a criança não consegue manter a concentração nas palavras por mais de 20 ou 30 segundos”, diz a psicóloga infantil e terapeuta familiar Suzy Camacho, autora do livro Guia Prático dos Pais (ed. Paulinas).

Por isso, é fundamental insistir nas regras. “Antes de sair de casa, converse com ela e deixe claro o que não será permitido. Dependendo da idade, ela pode esquecer, daí a necessidade de repetir a história muitas vezes, até que ela aprenda.

Antes de chegar ao supermercado, por exemplo, deixe claro o que será possível comprar entre as guloseimas de que ela gosta e quando poderá comer. Caso ela abra o iogurte ou o pacote de bolacha ainda na loja ou no carro, seja firme. Diga que não é hora nem lugar para comer aquilo e coloque o produto em local fora de alcance. “A estratégia é evitar o acesso fácil ao que é proibido e aguentar a birra, mesmo que se sinta constrangido por estar em local público”, afirma Anne Lise.

Muitas vezes, os pais acabam dizendo sim, sim, sim por pena de ver o filho sofrer. Quem nunca teve ímpetos de aceitar levar um brinquedo caríssimo só de olhar para a carinha de choro de seu filho, implorando no meio da loja, quando o combinado era não comprar nada?.

Segundo Suzy, no entanto, para criar pessoas equilibradas é preciso que os pais impeçam o filho de impor sempre sua vontade. “Quem não quer ter um ditador precisa dizer não. Crianças que nunca são contrariadas acabam se tornando adultos infelizes, irritadiços, agressivos, depressivos, já que o mundo não dá o mesmo sim incondicional dos pais”, afirma Suzy.

O limite, explica Vera, é uma forma de evitar a teima e deixar a criança mais segura. “A criança sem limite se sente culpada, sem chão, tem dificuldades para ficar longe dos pais. Quando eles são firmes, elas se sentem acolhidas e entendem que uma cena não os fará mudarem de ideia.”

“Se os pais forem coerentes com o que dizem e fazem, terão um filho disciplinado aos 7 anos e deverá seguir assim pelo menos até a adolescência, quando a rebeldia, uma nova forma de birra, ressurge em intensidade variada, dependendo de como a criança vem lidando com as frustrações”, conta Suzy.
Os neurologistas afirmam que este comportamento se deve a falta de maturidade neurológica e que costuma desaparecer lá pelos quatro anos de idade.
Nos momentos de demonstrações de birra da criança, o melhor a fazer é ficar calmo, pois não adianta dialogarmos com a criança que está descontrolada e que não consegue ouvir as palavras dos adultos. É mais indicado esperarmos ela parar com a manha e falarmos que nem tudo se pode obter gritando e chorando.
Os adultos costumam bater na criança quando surge o comportamento de birra. Pergunto: “Dá certo?”. Eles me respondem que sim, pois “o filho parou de fazer a pirraça”. Então pergunto: “O que a criança aprendeu?” Os adultos riem e dizem que: “O filho aprendeu a respeitá-lo, porque não fez mais”. Continuo a conversa: “Você bateu na criança porque não sabia o que fazer com a situação de birra?”. Eles concordam comigo e eu prossigo: “Seu filho sentiu medo de sua mão pesada e do seu tamanho, mas não aprendeu a adiar as frustrações. A criança precisa aprender a adiar as suas satisfações e é enfrentando a birra que ela aprenderá a adiar os seus desejos!”.

O melhor modo de ensinarmos aos nossos alunos da educação infantil é falarmos com ele que não adianta fazer birra, pois não vai conseguir nada a menos que mereça. Caso a criança não mereça, o seu desejo não será satisfeito.
A birra é passageira!
A birra é passageira! Os adultos ficam constrangidos quando a criança faz birra em locais públicos. O melhor é esquecermos que estamos sendo observados e deixar a criança se acalmar naturalmente. Não podemos e nem queremos nos tornar escravos dos caprichos da criança. O melhor é propiciarmos o adiamento dos desejos infantis, pois estamos preparando os nossos filhos/alunos para a vida e para o mundo.
Batendo na criança estamos ensinando a temer o mais forte e a usar a violência para resolver os conflitos! Não estamos dando ensinamentos para vida. Ensinar nossas crianças a esperar e a controlar seus desejos é educar para a vida adulta e equilibrada.
Algumas pessoas alegam que com a Psicologia “as crianças fazem o que querem”, mas a meu ver, isto é uma desculpa para não assumirmos falhas na educação que damos as crianças.
Pais autoritários batem nos filhos quando não sabem o que fazer com o comportamento de birra. Esses pais alegam que é para impor respeito. Se não fizer assim: “Vai perder o controle sobre a criança!”. E se envaidece porque o comportamento parou.
Pais ausentes ou imaturos alegam que não sabem o que fazer com o seu filho quando fazem birra.
Pais equilibrados procuram especialistas para se aconselharem no que se refere ao que fazer na situação de birra.
Pense nisso: “A mãe que diz não e, diante da insistência do filho, acaba cedendo,ensina para a criança que o “não” pode virar “sim”, desde que ele insista. Essa insistência pode durar 1 segundo ou 3 horas. A criança vai continuar tentando, enquanto acreditar que pode transformar o ‘não’ em ’sim’ ”. (Içami Tiba)

Isso é tudo que queremos: Bebê Rindo



terça-feira, 30 de março de 2010

DEPRESSÃO

Postado por Val Rodrigues às 17:58 0 comentários Links para esta postagem

Depressão na gravidez

Você pegou o resultado positivo no teste de gravidez e já contou a boa nova para todo mundo. A partir daí, a cada novo telefonema, você ouve: "Parabéns! Você deve estar superfeliz!". Claro, você está feliz de ter ficado grávida, mas, mesmo assim, não se vê tão nas nuvens quanto seria de esperar. E, para falar a verdade, às vezes se sente até bem triste, o que piora a situação, pois gera culpa e, consequentemente, deixa você mais deprimida. Você acha que é a única a se sentir assim? Não é mesmo, de jeito nenhum. Muitas mulheres preferem esconder a tristeza na gravidez para não passar uma má impressão aos outros. 


Sintomas de depressão 


Para algumas mulheres, a gravidez não é necessariamente uma época feliz -- cerca de 10 por cento delas têm crises de depressão nessa fase.
Socialmente, podemos até tentar mascarar sentimentos negativos, por acreditar que a gestação deveria ser só um período de alegrias, ou por imaginar que a tristeza não passa de mais uma daquelas famosas variações de humorque geralmente afetam as grávidas. Mas depressão clínica pode ser um problema sério e deve ser tratado.
A depressão pode afetar você tanto no aspecto emocional quanto no físico, além de alterar a forma como você se comporta.

Veja alguns sintomas que costumam caracterizar a depressão:

• estado depressivo frequente
• incapacidade de manter a concentração
• ansiedade
• irritabilidade
• distúrbios do sono (insônia ou sono constante)
• fadiga
• excesso ou falta de apetite
• sensação de que nada é gostoso ou vale a pena na vida

Se você estiver se sentindo assim, vale a pena conversar com o obstetra nas consultas de rotina. Ele deve descartar a possibilidade de você estar com hipotireoidismo, uma disfunção da tiróide que pode ter sintomas semelhantes aos da depressão. 


Quais as causas da depressão?


Antigamente acreditava-se que os hormônios da gravidez serviam como uma espécie de "proteção" contra a depressão, já que muitas mulheres têm uma sensação de bem-estar emocional nessa fase. O que se sabe hoje, porém, é que as mudanças e o estresse da gestação, além da carga de cuidar de outros filhos em muitos casos, podem tornar as mulheres especialmente vulneráveis a esse problema psicológico.

Se sua vida já estava sobrecarregada e não exatamente perfeita antes mesmo da gravidez, você fica ainda mais suscetível a uma depressão ao engravidar. Uma das causas de depressão durante a gravidez, por exemplo, está ligada a dificuldades nos relacionamentos amorosos (ou à falta de um).

Outras causas mais comuns são:

• Histórico familiar ou pessoal de depressão

Se você tiver histórico familiar de depressão ou se já teve crises depressivas no passado, é possível que seja mais propensa à depressão. Esse histórico, no entanto, coloca você mais em risco de depressão pós-parto que de depressão durante a gestação em si.

• Circunstâncias de vida estressantes

Você vai se mudar por causa da chegada do bebê? Está tendo problemas no trabalho? Não sabe como acomodará o recém-nascido? O dinheiro está curto? Você perdeu alguém da família há pouco tempo? Qualquer grande mudança de vida pode causar depressão. 
• Problemas com a gravidez

Uma gestação complicada ou de alto risco tende a ter também uma consequência emocional. E, se você não estava planejando engravidar neste momento da sua vida, isso certamente afeta o modo como você se sente.

• Complicações em uma gestação anterior

Experiências anteriores de gravidez e parto certamente influenciam a maneira como você encara a gestação atual. Pesquisas mostram que complicações anteriores estão associadas à depressão pré-natal da gravidez seguinte.

• Problemas de fertilidade ou perda do bebê em uma gestação anterior

Se engravidar foi um enorme sacrifício ou se você já teve um aborto espontâneo no passado, é possível que desta vez esteja se preocupando com a segurança da gestação.

• Violência (no passado ou no presente)

Por incrível que pareça, a gravidez pode deflagrar a violência doméstica ou até agravá-la. Além disso, ela pode trazer à tona dolorosas lembranças de violência emocional, verbal, física ou sexual que a mulher tenha sofrido. O corpo está mudando a um ritmo totalmente fora do controle da mulher, algo que pode desenterrar problemas esquecidos lá no fundo da alma. É importante que você converse com seu médico sobre isso, para que possa receber orientações, recomendações e, principalmente, ajuda especializada.


Como lidar com a depressão 



• Procure se dar um tempo.

Resista ao impulso de fazer o maior número de coisas antes do nascimento do bebê. Você pode achar absolutamente imprescindível terminar o quartinho, arrumar a casa ou trabalhar muitas horas extras antes da licença-maternidade, mas saiba que não é. Coloque-se no topo de sua lista de prioridades. Lembre-se de que depois, com um bebê em casa, o tempo para você mesma será menor. Saia bastante, encontre suas amigas, viaje, vá ao cinema, coma fora ou fique à toa em casa. Cuidar de você é uma parte essencial dos cuidados com o bebê lá dentro do útero.

• Faça algum tipo de atividade física.

Embora não seja a hora de iniciar um intenso programa de exercícios, a atividade física pode ajudar a melhor seu humor, e é uma forma reconhecida de tratar depressões moderadas. Natação, hidroginástica e caminhadas são exercícios seguros para a gestação. Informe-se sobre os tipos de exercícios recomendados para durante toda a gravidez e tente praticá-los três vezes por semana.

• Desabafe.

Mantenha a comunicação entre você e seu parceiro aberta e sincera. Você precisa do apoio dele. Se não tiver um companheiro, procure amigos e familiares em quem possa confiar e com quem possa se abrir.

• Considere a possibilidade de fazer terapia.

Peça recomendação ao médico ou a amigos e conhecidos para encontrar alguém com quem se sinta à vontade. Se o estado depressivo já dura algum tempo, pode ser que você tenha que tomar algum remédio específico e seguro para grávidas. 


Quando se preocupar 


Caso você tenha pensamentos suicidas, ataques de pânico ou esteja incapacitada de lidar com as responsabilidades diárias, procure seu médico imediatamente. Lembre-se de que o desenvolvimento fetal poderá ser afetado se você não estiver conseguindo cuidar de você mesma e se alimentar adequadamente.

Não é sinal de fraqueza buscar ajuda de um terapeuta ou psiquiatra. A atitude só mostra que você é uma mãe cuidadosa, disposta a tomar todas as decisões necessárias para manter sua própria saúde e a do bebê em dia. 


O que vai acontecer uma vez que o bebê nasça? 


Pesquisadores acreditam que há ligação entre a depressão durante a gravidez e a depressão pós-parto, o que não significa que se você teve uma necessariamente terá a outra.

O importante é contar com uma boa rede de apoio durante a gravidez -- constituída de amigos, família, seu parceiro, seu médico ou um terapeuta --, assim, se você vier a precisar depois do parto, ela estará pronta para auxiliá-la.


Depressão pós-parto

Com o parto, ocorrem reações conscientes e inconscientes na puérpera e em todo o ambiente familiar e social imediato, que reativam profundas ansiedades. Uma das mais importantes é a revivência inconsciente da angústia do trauma do próprio nascimento: a passagem pelo canal do parto, que inviabiliza para sempre o retorno ao útero e empurra para um mundo totalmente novo e, portanto, temido.
A perda repentina de percepções conhecidas, como os sons internos das mães, o calor do aconchego, enfim, o sentido total de proteção, para o surgir de percepções novas e assustadoras.
A secção do cordão umbilical separa para sempre, o corpo da criança do corpo materno deixando uma cicatriz, o umbigo, que marca o significado profundo desta separação. Assim, no inconsciente, o parto é vivido como uma grande perda para a mãe, muito mais do que o nascimento de um filho. Ao longo dos meses de gestação ele foi sentido como apenas seu, como parte integrante de si mesma e, bruscamente, torna-se um ser diferenciado dela, com vida própria e que deve ser compartilhado com os demais, apesar de todo ciúme que desperta. Sendo assim, a mulher emerge da situação de parto num estado de total confusão, como se tivessem lhe arrancado algo muito valioso ou como se tivesse perdido partes importantes de si mesma.
Tanto quanto na morte, no nascimento também ocorre uma separação corporal definitiva. Este é o significado mais doído do parto e que se não for bem elaborado, pode trazer uma depressão muito mais intensa à puérpera: o parto é vida e também é morte.
Os sintomas do estado depressivo variam quanto à maneira e intensidade com que se manifestam, pois dependem do tipo de personalidade da puérpera e de sua própria história de vida, bem como, no aspecto fisiológico, as mudanças bioquímicas que se processam logo após o parto.
Além das vivências inconscientes em que predominam as fantasias de esvaziamento ou de castração, as mais intensas são as ansiedades de carência materna - quando a puérpera apresenta forte dependência infantil em relação à própria mãe ou ao marido - e as de autodepreciação, quando se sente incapaz de assumir as responsabilidades maternas, e até mesmo inútil, quando não consegue captar a compreensão do significado do choro do bebê para poder satisfazê-lo. Para poder suportar tais ansiedades, inconscientemente, alguns mecanismos de defesa são colocados em movimento, segundo as características pessoas da puérpera.
Dessa maneira, ela pode apresentar-se cheia de uma energia despropositada, eufórica, falante, preocupada com seu aspecto físico e com a ordem e arrumação do ambiente em que se encontra. As visitas são recebidas calorosamente e parece tão disposta, auto-suficiente, como se não precisasse de ajuda externa. Em contrapartida, manifesta alguns transtornos do sono, muitas vezes necessitando de soníferos.
Se o ambiente mais próximo não lhe oferecer carinho e atenções, tal estado pode produzir somatizações, como febre, constipação e outros sintomas físicos. Do mesmo modo, se as fantasias inconscientes não puderem ser contidas, surgem as ansiedades depressivas de modo ocasional ou em acessos de choro, ciúmes, aborrecimento, tirania ou em expressões de autodepreciação e de auto-acusação.
A puérpera, ao contrário da hiperativa, pode apresentar-se com um profundo retraimento, necessidade de isolamento, principalmente se há uma quebra muito grande do que esperava, tanto em relação ao bebê idealizado quanto a si própria como figura materna. A prostração e a decepção com sentimentos de fracasso e desilusão, têm também aspectos regressivos que se somam aos já produzidos pelo parto, com a reatualização do trauma do próprio nascimento, fazendo com que a puérpera sinta-se mais carente e dependente de proteção, como que competindo com o bebê as atenções do meio que a cerca.
A sensação predominante neste caso, é de sentir-se apenas a serviço do bebê, como se nunca mais fosse recuperar sua vida pessoal.
O homem também pode apresentar o quadro de depressão puerperal, embora com menos intensidade. A depressão masculina tem origem nos sentimentos de exclusão diante da díade mãe-bebê. É como se ele se percebesse apenas como uma pessoa provedora que deve trabalhar e satisfazer as exigências impostas pelo puerpério da mulher.
A própria vivência emocional do parto e a possibilidade de decepção quanto ao sexo do bebê, num momento em que todos ao seu redor parecem ocupados demais para lhe dar a atenção que necessita, muitas vezes encontra saída para suas ansiedades, no ambiente externo ao lar. Daí o aumento das atividades e carga horária no trabalho, relações extra-conjugais ou mesmo somatizações com ocorrências de doenças ou quedas com fraturas, para poder também chamar atenção sobre si.
No caso de já existirem outros filhos, estes também sofrerão impactos emocionais, com a ausência da mãe e o medo de perder seu amor em prol do novo membro da família. O modo como demonstrarão tais sentimentos, freqüentemente vão desde a regressão, quando solicitam novamente o uso da chupeta, apresentam transtornos do sono, inapetência, voltam a molhar a cama, até mesmo a negação da própria mãe, como se não precisassem mais de seu amor e cuidados. Neste momento, vinculam-se mais fortemente com o pai ou com a pessoa que as está atendendo, fortalecendo na figura materna o sentido de incapacidade, de não conseguir realmente dar conta das antigas e novas responsabilidades, concomitantemente.
É muito difícil determinar o limite entre a depressão pós-parto normal da patológica, chamada de psicose puerperal. A característica principal desta é a rejeição total ao bebê, sentindo-se completamente aterrorizada e ameaçada por ele, como se fosse um inimigo em potencial.
A mulher sente-se, então, apática, abandona os próprios hábitos de higiene e cuidados pessoais. Pode sofrer de insônia, inapetência, apresenta idéias de perseguição, como se alguém viesse roubar-lhe o bebê ou fazer-lhe algum mal. Se a puérpera estiver neste quadro de profunda depressão, sem poder oferecer a seu filho o acolhimento necessário, este também entrará em depressão. As características apresentadas são: falta de brilho no olhar, dificuldade de sorrir, diminuição do apetite, vômito, diarréia e dificuldade em manifestar interesse pelo que quer que esteja ao seu redor. Conseqüentemente, haverá uma tendência maior em adoecer ou apresentar problemas na pele, mesmo que esteja sendo cuidado.
Se há bloqueio materno em manifestar amor pelo filho, alguém deve assumir a tarefa de maternagem em que o bebê possa sentir-se amado e acolhido, pois sem amor não desenvolverá a capacidade de confiar em suas próprias possibilidades de desenvolvimento físico e emocional.
Neste caso, o psiquiatra deve ser consultado urgentemente e, simultaneamente ao apoio farmacológico, será aconselhada a psicoterapia.
Assim, o ambiente imediato deve estar atento à intensidade da depressão apresentada pela puérpera, no sentido de que se não puder proporcionar a segurança e a paz que ela necessita, possa pelo menos aconselhá-la a procurar ajuda profissional neste momento de crise.
De qualquer maneira, em quaisquer desses estados apresentados, é comum e esperado, na puérpera, a ocorrência de idéias depressivas e persecutórias, o retraimento e o abandono ou a hiperatividade, sem chegar ao nível alarmante da psicose puerperal. O próprio estado regressivo em que se encontra contribui para o surgimento de tais sintomas.
Assim, se a família e os amigos colaborarem de modo satisfatório, proporcionando confiança e segurança à puérpera, principalmente no tocante às atividades maternas, sem críticas e hostilidades, mas com compreensão e carinho, acolhendo-a nos momentos de maior fragilidade emocional, a depressão pós-parto vai diminuindo de intensidade até se transformar em carinho pelo bebê e respeito pelo ritmo de seu desenvolvimento e progresso.
Até alguns anos atrás, quando as famílias eram mais numerosas, era comum o filho mais velho cuidar do mais novo e, desta forma, quando tinham seus próprios filhos, sentiam-se mais capacitados e seguros em assumi-los. Hoje em dia, é mais difícil passar por esta experiência, já que todos na família saem para trabalhar muito cedo e o número de filhos ter diminuído consideravelmente. Para suprir tal carência de aprendizagem, algumas maternidades estão implementando o sistema de alojamento conjunto, para que possa proporcionar à gestante a experiência real e supervisionada com seu bebê, o que facilitará a formação do vínculo precoce entre eles.
A Psicologia da Gestante surgiu, então, com o propósito de fornecer não apenas informações cognitivas mas, principalmente, permitir que a gestante possa expressar livremente seus temores e ansiedades, a fim de ter assistência e orientação psicológica para enfrentar as diversas situações de maneira mais adaptativa, realista e confiante. Trata-se de um trabalho preventivo, se tiver início junto com o acompanhamento médico pré-natal e/ou de suporte ante a crise, no caso da depressão pós-parto já instalada.

O que é depressão pós-parto ?

Depressão pós-parto é uma condição que engloba uma variedade de mudanças físicas e emocionais que muitas mulheres têm depois dar à luz. Depressão pós-parto pode ser tratada com medicamentos e psicoterapia. Converse com seu médico assim que achar que tem depressão pós-parto.

Há três tipos de depressão pós-parto:

  • tristeza materna acontece em muitas mulheres nos dias seguintes ao nascimento do bebê. A mãe pode ter mudanças súbitas de humor, como sentir-se muito feliz e depois muito triste. Ela pode chorar sem nenhuma razão e ficar impaciente, irritada, agoniada, ansiosa, solitária e triste. A tristeza materna pode durar apenas algumas horas ou até 1 ou 2 semanas depois do parto. Tristeza materna nem sempre requer tratamento médico. Geralmente ajuda entrar em um grupo de suporte ou conversar com outras mães.

  • Depressão pós-parto pode acontecer por alguns dias até meses depois do parto de qualquer bebê, não só do primeiro. A mulher pode ter sentimentos similares ao da tristeza materna - tristeza, ansiedade, irritabilidade - porém são muito mais fortes. Depressão pós-parto geralmente impede a mulher de fazer coisas que precisa no dia-a-dia. Quando a vida normal da mulher é afetada, é um sinal certo que ela deve procurar logo um médico. Se a mulher não obtiver tratamento para a depressão pós-parto, os sintomas podem piorar e durar até um ano. Ainda que a depressão pós-parto seja uma condição séria, pode ser tratada com medicamentos e psicoterapia.

Psicose pós-parto é uma doença mental muito séria. Ela pode acontecer rapidamente, geralmente nos três primeiros meses depois do parto. A mulher pode perder contato com a realidade, geralmente tendo alucinações sonoras. Alucinações visuais são menos comuns. Outros sintomas incluem insônia, agitação, raiva, e comportamento e sentimentos estranhos. Mulheres que sofrem de psicose pós-parto precisam de tratamento imediato e quase sempre necessitam de medicamentos. Algumas vezes a mulher é internada em hospital porque está sob o risco de machucar os outros e a si mesma.


Quais são os sintomas da depressão pós-parto?

Os sintomas da depressão pós-parto podem incluir:

  • Sentir-se inquieta ou irritada.

  • Sentir tristeza, depressão ou chorar muito.

  • Falta de energia.

  • Ter dor de cabeça, dor no peito, palpitações no coração, falta de sensibilidade ou hiperventilação (respiração rápida e superficial).

  • Não ser capaz de dormir, muito cansaço, ou ambos.

  • Perda de peso e não ser capaz de comer.

  • Comer demais e ganho de peso.

  • Problema de concentração, falta de memória e dificuldade de tomar decisões.

  • Ficar exageradamente preocupada com o bebê.

  • Sentimento de culpa e inutilidade.

  • Ficar com medo de machucar o bebê ou a si mesma.

  • Falta de interesse em atividades prazerosas, incluindo o sexo.
A mulher pode ficar ansiosa depois do parto mas não ter depressão pós-parto. Ela pode ter o que é chamado de ansiedade pós-parto ou desordem de pânico. Os sintomas dessa condição incluem forte ansiedade e medo, respiração rápida, batimento cardíaco acelerado, acessos de calor ou frio, dor o peito, tremedeira e tontura. Procure seu médico imediatamente caso tenha algum desses sintomas. Medicamentos e psicoterapia podem ser usados para tratar a ansiedade pós-parto.


Quem está sob risco de ter depressão pós-parto?
Depressão pós-parto afeta mulheres de todas as idades, classes sociais e etnias. Qualquer mulher que está grávida, teve bebê nos últimos meses, sofreu aborto ou recentemente parou de amamentar, pode desenvolver a depressão pós-parto. A quantidade de filhos que uma mulher tem não afeta as chances dela desenvolver depressão pós-parto. Estudos mostram que mulheres que tiveram problema de depressão têm maior risco de desenvolver a depressão pós-parto.


O que causa a depressão pós-parto?
Não sabe-se ao certo o que causa a depressão pós-parto. Mudanças hormonais no corpo da mulher podem disparar os sintomas. Durante a gravidez a quantidade dos hormônios estrogênio e progesterona aumenta bastante. Nas primeiras 24 horas após o parto a quantidade desses hormônios baixa rapidamente e continua a cair até a quantidade anterior à gravidez. Pesquisadores acreditam que essas mudanças hormonais possam ocasionar a depressão, já que pequenas alterações nos níveis de hormônios podem afetar o humor da mulher antes da menstruação.

Os níveis de tireóide também baixam bastante depois do parto. Níveis baixos de 
tireóide podem causar sintomas que podem ser sentidos como depressão: mudanças de humor, fadiga, agitação, insônia e ansiedade. Um simples teste de tireóide pode dizer se esta condição está causando a depressão pós-parto. Em caso positivo, o médico pode receitar medicamentos para a tireóide.

Outros fatores que podem contribuir para a depressão pós-parto são:

  • Sentir cansada depois do parto, padrão de sono irregular e falta de descanso suficiente geralmente impedem que a mãe recupere sua força total por semanas, especialmente se ela tiver sofrido cesariana.

  • Sentir super-ocupada com um novo bebê para cuidar e duvidar da sua capacidade de ser uma boa mãe.

  • Sentir estresse em virtude das mudanças na rotina de casa e do trabalho. Algumas vezes a mulher pensa que deve ser uma "super-mãe" perfeita, o que não é realista e provoca estresse.

  • Ter sentimentos de perda - perda de controle, perda de identidade (quem era antes do bebê), perda da silhueta magra.

  • Ter menos tempo livre e menor controle sobre o tempo. Ter que ficar dentro de casa por períodos mais longos e menos tempo para passar com o pai do bebê.
Como é o tratamento da depressão pós-parto?

É importante saber que a depressão pós-parto tem tratamento e irá embora. O tipo de tratamento depende do quanto severa é a depressão pós-parto. A depressão pós-parto pode ser tratada com medicação (anti-depressivos) e psicoterapia. Mulheres com depressão pós-parto geralmente são aconselhadas a entrar em grupo de suporte para conversar com outras mulheres que estão passando pela mesma experiência. Se a mulher estiver amamentando, ela precisa conversar com seu médico sobre o uso de anti-depressivos, já que alguns desses medicamentos podem afetar o leite materno e não devem ser usados.
Remédios
Existem certos remédios que realmente podem ajudar num quadro de depressão pós-parto. Muitas pessoas acreditam erroneamente que antidepressivos provoquem dependência, o que 
não é verdade. O principal problema de tais remédios é que muita gente não os toma da maneira correta.

Esse tipo de tratamento exige disciplina com horários e costuma levar algumas semanas para fazer efeito. Não desista por achar que ele não está melhorando em nada sua situação. Lembre-se de que demora um pouco para que seu corpo se adapte à medicação, e tenha em mente que às vezes a dose ou o tipo do remédio precisam de ajustes conforme a reação do organismo. Não interrompa o tratamento sem conversar com seu médico antes, mesmo se achar que já está melhor, porque a depressão pode voltar de repente.

Também não se preocupe se estiver amamentando, já que há no mercado remédios compatíveis com o aleitamento materno.
Terapia
Conversar com alguém treinado para lidar com o que você está sentindo pode ser de grande ajuda. Muitas vezes somente a terapia já é suficiente para reverter o quadro, embora, muitas vezes, haja também a necessidade de associar ao tratamento algum tipo de medicação (que só pode ser prescrita por médicos). Não se intimide em procurar ajuda especializada e encare isso como um ato de amor pelo seu bebê, para que você possa ser de fato a mãe que sempre sonhou ser. 


O que posso fazer para cuidar de mim mesma se tiver depressão pós-parto?

A boa notícia é que, se você tiver depressão pós-parto, há algumas coisas que pode fazer para cuidar de si mesma:
Tente manter uma alimentação saudável. Caso não tenha apetite, procure fazer pequenas refeições regularmente -- o café da manhã é especialmente importante. Consuma alimentos ricos em energia, como pães, cereais, macarrão e arroz, além de muitas frutas e verduras. Não há nada de errado em comer chocolate, se este for o seu desejo, mas só não exagere na dose.
Descanse bastante. Durma, se conseguir, ou simplesmente relaxe. Se alguém puder cuidar do bebê para você, aproveite para tirar uma soneca durante o dia ou escolha uma boa leitura e curta alguns momentos de preguiça.
Não seja dura consigo mesma. Você está doente e precisa de tempo e espaço para se recuperar. Não se sobrecarregue de tarefas domésticas que não sejam urgentes e adie as "grandes" decisões por enquanto. Permita-se alguns mimos e, aos poucos, você sentirá a diferença. 

  • O bom e velho descanso. Sempre tente tirar uma soneca quando o bebê dormir. 

  • Pare de colocar pressão sobre si mesma para fazer tudo. Faça o quanto puder e deixe o resto! Peça ajuda para o afazeres domésticos e alimentação noturna.

  • Não fique muito tempo sozinha. Vista-se, sai de casa e dê uma curta caminhada.

  • Passe algum tempo sozinha com seu companheiro.

  • Converse com seu médico sobre o tratamento. Não fique constrangida em falar sobre suas preocupações.

  • Converse com outras mães, de modo que possa aprender com suas experiências.

  • Entre em um grupo de suporte para mulheres com depressão pós-parto


    Há algo que parentes e amigos possam fazer? 


    Conviver com alguém deprimido pode ser assustador, por isso é importante que a família tenha a orientação de um profissional de saúde para que ele explique melhor o quadro e aconselhe sobre a melhor forma de agir. Uma vez que todos saibam que se trata de depressão pós-parto -- um problema real, e não "frescura", mas que tem tratamento --, a família toda tende a se sentir melhor. O importante é lembrar que a depressão é um estadopassageiro

    Se sua mulher/mãe/irmã/amiga está deprimida, veja abaixo algumas maneiras que podem ajudá-la a enfrentar esta fase: 

    • Certifique-se de que ela está tomando o remédio como o médico orientou e de que esteja indo às consultas médicas (ou à terapia) 

    • Caso ela não queira tomar remédios, procure tentar convencê-la a falar com um médico sobre outras alternativas 

    • Acompanhe-a ao médico caso ela esteja relutante em ir por conta própria 

    • Não dê conselhos do tipo "deixa disso" ou "vê se melhora o astral". Ela certamente se comportaria de maneira diferente se conseguisse, se dependesse da vontade dela! 

    • Auxilie, se puder, com as tarefas domésticas ou mesmo com o bebê, mas, por outro lado, não assuma tudo o que diz respeito à criança 

    • Faça companhia caso ela tenha medo de ficar sozinha 

    • Lembre-a o tempo todo de que tudo melhorará e que a tristeza vai passar 

    • Se se trata de sua companheira, procure tratá-la como mulher, e não somente como a mãe do seu filho 


    Será que vou ter depressão pós-parto com meu próximo filho? 


    É possível, já que histórico de depressão é um dos fatores que podem influenciar na incidência de uma depressão pós-parto. Existem inúmeras mulheres, no entanto, que tiveram depressão com um filho e depois não voltaram a ter problemas. Pense que, se a depressão voltar a atingi-la, pelo menos você já terá aprendido a lidar melhor com ela e saberá como usar a ajuda de familiares, amigos e médicos. Além disso, você não será pega tão de surpresa e poderá procurar ajuda mais cedo. Vale a pena conversar sobre o assunto com o obstetra ainda durante a gravidez. 



    Há como prevenir a depressão pós-parto? 


    Não se sabe ao certo. O que se sabe é que uma mulher que conte com bastante apoio durante a gravidez tem mais chances de encarar a maternidade com confiança e segurança. Assim sendo, quando engravidar de novo, faça o máximo para durante os nove meses se cuidar bem, aceitar toda a ajuda do mundo, fazer alguma atividade física e reduzir os níveis de estresse. 

    Há médicos que defendem o uso de injeções de progesterona depois do parto como forma de reduzir o risco de depressão. As provas científicas quanto a isso não chegam a ser sólidas, mas converse com o seu ginecologista para saber se é algo que vale a pena considerar no seu caso.


    Existem mulheres mais propensas a ter depressão pós-parto? 


    Os especialistas ainda não sabem exatamente por que certas mulheres ficam deprimidas e outras não. Porém há certas situações que parecem aumentar o risco de uma depressão pós-parto. São elas: 

    • Já ter passado por uma depressão antes 


    • Parto difícil 

    • Perda da própria mãe na infância 

    • Parceiro ou família ausentes 

    • Nascimento de um bebê prematuro ou com problemas de saúde 

    • Problemas financeiros, de moradia, desemprego ou perda de um ente querido 






Candidíase

Postado por Val Rodrigues às 17:24 1 comentários Links para esta postagem
O que significa candidíase?

A candidíase é uma doença provocada por fungo e que deve ser tratada com antimicóticos. Suas manifestações podem ser diferentes nos vários indivíduos, mas elas têm algo em comum, pois provocam grande desconforto vaginal. Relacionada também com a alimentação, a candidíase, muitas vezes, pede ao organismo que retome um cardápio saudável para que o tratamento venha a surtir efeito mais rápido e prolongado. Verificar as origens ou os antecedentes da candidíase é muito importante, pois facilita o diagnóstico e a compreensão do tratamento.

Candida ou Monília é um fungo e a candidíase ou monolíase vaginal é, portanto, uma micose, de acordo com Dr. Sergio Ramos, médico formado pela Unicamp. 

A candidíase é também conhecida como monolíase, uma espécie de afta, e é considerada uma infecção. O fato da Candida albicans estar presente na maioria dos seres humanos não significa problema, relata o Dr. Bruce Blinzlerl, a menos que esses organismos comecem a crescer acima de suas quantidades consideradas normais, provocando a infecção que prefere em especial as mulheres.

A candidíase, especialmente a candidíase vaginal, é uma das causas mais freqüentes de infecção nos genitais. Além do prurido e do ardor, ela também provoca dispareunia, ou dor durante o coito, e a eliminação do corrimento vaginal em grumos, afirma o Dr. Carlos Cerri. Com freqüência, a vulva e a vagina encontram-se edemaciadas (inchadas) e irritadas (avermelhadas). As lesões podem estender-se pelo períneo, região perianal e inguinal. No homem, apresenta-se com hiperemia da glande e prepúcio e, eventualmente, por um leve edema e pequenas lesões puntiformes, avermelhadas e pruriginosas. Não é uma doença de transmissão exclusivamente sexual. 

As mulheres grávidas são bastante propensas a esse tipo de infecção, bem como as mulheres na fase antes do período menstrual. Pacientes com deficiência do sistema imunológico, como os portadores de AIDS, são bastante sensíveis a essas infecções por não conseguirem combater esses germes naturalmente.



Candida se manifesta e começa a crescer em quantidades desproporcionais quando a resistência do organismo cai ou quando as defesas na região vaginal estão diminuídas, afirma o Dr. Ramos. 

Alguns fatores são causadores desta micose: antibióticos, gravidez, diabetes, infecções, deficiência imunológica, medicamentos como anticoncepcionais e corticóides. Segundo o Dr. Cerri, existem outros fatores ainda que predispõem ao aparecimento da infecção, como o uso de medicamentos imunosupressivos, a obesidade, o uso de roupas justas etc. Também o uso de sprays nasais que contêm cortisona e/ou outros esteróides provoca o seu super crescimento no trato respiratório. 

Algumas auto-observações podem ser um bom indicador para o paciente fornecer ao médico, para que este possa confirmar o diagnóstico de candidíase, como por exemplo algumas perguntas indicadas por Donna Gates e que o portador de Candidíase deve fazer a si mesmo:

1. Você já tomou tetraciclina ou outro antibiótico para acne por um mês ou mais? 

2. Em alguma época de sua vida, você tomou algum outro antibiótico de 'amplo espectro' contra infecções respiratórias, urinárias ou outras, por 2 meses ou mais, ou, mesmo em períodos mais curtos, por quatro vezes no mesmo ano?

3. Em alguma época já sofreu desconforto devido a persistente prostatite, vaginite ou outros problemas que afetam os órgãos reprodutores? 

4. Já ficou grávida por duas ou mais vezes? 

5. Toma pílulas anticoncepcionais por mais de 2 anos?

6. Tomou alguma droga tipo cortisona via oral ou inalação por mais de 2 semanas?

7. A exposição a perfumes, inseticidas, odores de fábricas ou outros químicos provocam sintomas brandos, moderados ou severos? 

8. Seus sintomas pioram em dias quentes e úmidos, ou em lugares mofados?

9. Já teve pé-de-atleta, coceiras ou outras infecções crônicas com fungos da pele ou unhas, que foram severos ou persistentes?

10. Você se percebe ávido por açúcar, pães ou bebidas alcoólicas?


É um dos mais irritantes corrimentos, relata Dr. Ramos, e provoca corrimento espesso, como uma nata de leite (tipo coalho), geralmente acompanhado de coceira ou irritação intensa. A candidíase pode ser observada eventualmente no parceiro sexual, diz o médico, o qual manifesta pequenas manchas vermelhas no seu órgão reprodutor. Isso significa que a infecção é sexualmente transmissível. Em geral, segundo Dr. Carlos Cerri, os agentes etiológicos das DST (doenças sexualmente transmissíveis) têm o trato genital humano como único reservatório e mal sobrevivem fora do corpo humano.

Conforme Dr. Blinzlerl, a Candidíase irá afetar os indivíduos de formas diferentes - uns podem ter distúrbios gastro-intestinais, outros podem ter problemas respiratórios e outros ainda, manifestações dermatológicas. Um problema comum a muitas pessoas, porém, relata ele, é que muitos pacientes que sofrem de Candidíase não possuem ácido estomacal suficiente para impedir que a Candida volte a aparecer assim que eles voltam para sua dieta normal. 

Em geral a transmissão da candidíase ocorrerá se a parceira estiver predisposta a isto, isto é, se estiver imunologicamente predisposta e os seus mecanismos de defesa falharem por alguma razão, lembra Dr. Carlos Cerri. E acrescenta: É uma doença muito comum nas mulheres e em geral é uma doença primária, isto é, surge em decorrência de algum desequilíbrio da flora vaginal normal da própria paciente e não por transmissão sexual, embora isto possa ocorrer.


Na vagina candidíase causa uma secreção que é espessa e branca. Outro sintomas que as mulheres têm comumente são: 

- coceira 
- vermelhidão da parte exterior da vagina (a vulva) 
- a irritação à micção. 

Algumas mulheres infectadas com Cândida não têm nenhum sintoma. 

Em homens, o fungo pode causar inchaço e vermelhidão no pênis e prepúcio. As infecções de levedura do pênis são mais comuns quando o pênis for não circuncidado.

Se a boca está infetada, a mucosa da boca fica freqüentemente vermelha e dolorida. Às vezes o fungocausa manchas brancas e placas na mucosa da língua e bochecha. Isto é chamado "tordo." O fungo pode causar feridas crescentes amarelo-cremosas, na boca. 

Na pele (inclusive pele com erupção cutânea de fralda),a candidíase produz uma erupção cutânea vermelha e sarnenta. Freqüentemente a erupção cutânea é uma placa vermelha com pequenos pontos vermelhos ao redor.

Seu médico perguntará sobre sua história médica e fará exames. Algumas células retiradas de uma erupção cutânea podem mostrar a levedura quando vistas ao microscópio. 
O sistema imunológico é responsável por manter sob controle o crescimento da Candida albicans. Entretanto, relata Dr. Blinzlerl, se por alguma razão o sistema se tornar deprimido, ou também diante do uso prolongado de antibióticos, pílulas anticoncepcionais, esteróides como a prednisona, o sistema imunológico já não pode mais controlar o crescimento desse fungo. Com o crescimento descontrolado, ele pode causar uma série de problemas.

Segundo Dr. Ramos, o diagnóstico é feito através do exame ginecológico, além de exames de laboratório e do Papanicolau, onde o material é colhido e analisado microscopicamente.

Formas de prevenção:
Quais cuidados devem ser tomados? 

Para obter melhores resultados durante o tratamento, siga as seguintes diretrizes: 

- Evite relação sexual até que a infecção apresente melhoras. 
- Siga completamente o tratamento prescrito por seu médico. 
- Depois de urinar, enxugue-se delicadamente para evitar irritação. 
- Evite dietas ricas em açúcar. 
- Use sabonetes neutros. 
- Evite usar duchas e outras substâncias químicas, como bolinhas perfumadas de banho ou sprays de higiene, na área vaginal a menos que tenha sido recomendado pelo seu médico.
- Tome banho de chuveiro em vez de banho em banheira. Mantenha a área genital seca. 
- Vista roupa íntima de algodão para permitir ventilação e para manter a área seca. 
- Perca peso se você for obeso (20% acima do peso normal). 
- Se você for diabético, mantenha uma taxa de açúcar do sangue normal. 
- Tente comer iogurte. Algumas mulheres acham que consumo diário de iogurte previne o crescimento de levedura. 

ATENÇÃO: Procure seu médico imediatamente se apresentar repetidas infecções de levedura dentro de um período de 2 meses ou uma infecção por fungo que persiste apesar do tratamento. Deixe que seu médico se certifique de ser uma infecção fúngica e se for, determine por que não está respondendo ao tratamento. 
Usar sabonete neutro, em banhos diários, preferencialmente mais de um banho por dia no verão. Usar roupa íntima de algodão, evitando produtos sintéticos, inclusive meia calça, para que a pele possa respirar e a umidade ser diminuída. No contato sexual, usar preservativo. É aconselhável fazer a higiene genital com muito cuidado, evitando o uso de duchas vaginais.


Dr. Blinzlerl entende que a Candida se manifesta sob uma série de condições diferentes. O tratamento tem efeito em quatro a seis semanas, em cerca de 75% ou mais dos casos, às vezes mais cedo. Cerca de outros 25% necessitam de um tratamento mais prolongado, afirma ele.

O tratamento para combater a candidíase é feito à base de antimicóticos mas deve-se tentar tratar as causas da candidíase para evitar as recidivas, de acordo com Dr. Ramos. Fazer uma dieta especial, preparada em conjunto com o médico a o nutricionista, ajuda a recuperar a saúde e a reconstruir o sistema imunológico. 

O tratamento é sistêmico e também é feito com cremes locais à base de antifúngicos, em geral de 3 a 7 dias. Em casos mais resistentes, deve-se fazer o tratamento por via oral, bem como na suspeita de que o parceiro também tenha a doença, este deverá ser tratado. 



O que pode ser feito para prevenir a ocorrência de cândida?

Para prevenir a candidíase, siga estas diretrizes: 

- Mantenha secas e ventiladas as áreas mais úmidas do corpo 
- Evite vestir um maiô molhado ou roupa úmida por longos períodos de tempo. 
- Evite freqüentes duchas. 
- Evite bolinhas de banho (cheirosas ou sem aroma). 
- Evite vestir roupa íntima feita de fibra sintética ou outros materiais que permitam pouca ventilação. 
- Acrescente iogurte à sua dieta. 
- Evite, se possível, o uso freqüente ou prolongado de antibióticos orais. 

Dr. Cerri explica que o tratamento do homem também se faz através de antimicóticos locais ou sistêmicos (em casos mais rebeldes).



O Que Causa a Candidíase? E Como Tratá-la?
Denomina-se candidose ou candidíase vulvovaginal à proliferação de fungos no meio ambiente vaginal, levando ao aparecimento de sintomatologia. Os fungos podem ser encontrados como saprófitas (ou seja, não causando doença) no ecossistema vaginal.

Neste caso, estão em equilíbrio com os mecanismos de defesa do hospedeiro. A diminuição de tais mecanismos ou o afluxo de maior quantidade de fungos pelo relacionamento sexual pode levar à proliferação e aumento na concentração deles; em tal situação passam a ser causadores de patologia, com conseqüente aparecimento de sintomas.

fungo mais freqüentemente encontrado é a Candida albicans, embora possam ser encontradas outras espécies.

O sintoma mais freqüente é o prurido genital, geralmente intenso e acompanhado por corrimento esbranquiçado. Os sintomas exacerbam-se no período pré-menstrual.

Existem diversos esquemas terapêuticos, utilizando Itraconazol por via oral, por via oral , Nistatina por via intravaginal, Tioconazol por via intravaginal e Terconazol por via intravaginal.

Fonte: Doenças Sexualmente Transmissíveis na Mulher -1ª Ed. - 1999.

 

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