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Prisão de ventre (0 a 1 ano)

| terça-feira, 16 de março de 2010

Como sei que meu filho está com prisão de ventre? 


A constipação é rara em bebês novinhos, em especial nos que mamam no peito, mas pode virar um problema quando a criança começa a comer outros alimentos.

Bebês amamentados ao seio fazem cocô várias vezes por dia nas primeiras semanas, mas depois disso podem passar a fazer só uma ou duas vezes na semana inteira. É importante saber que todo bebê tem de fazer força para defecar, mesmo que o cocô esteja pastoso ou líquido. Logo você vai reconhecer as caretas que seu filho faz quando está "aprontando" na fralda.

Bebês que tomam fórmulas lácteas tendem a fazer cocô só uma vez por dia, com uma consistência mais firme, mas às vezes só fazem uma vez a cada três ou quatro dias. Isso não é considerado anormal, desde que o cocô não esteja duro demais, saindo em pedaços bem pequenos.

Se você desconfia que seu filho esteja com prisão de ventre, vale a pena se familiarizar com os sintomas e entender que o ritmo intestinal varia de bebê para bebê, assim como varia de adulto para adulto. 

Quais são os sintomas da constipação?

Em bebês até 3 meses, a verdadeira prisão de ventre é rara, mesmo para aqueles que tomam fórmula de leite em pó. Há bebês que fazem bastante força e reclamam sempre que fazem cocô, mas isso não quer dizer que tenham prisão de ventre.

Se seu filho chora ou fica muito incomodado quando defeca, converse sobre isso com o pediatra. Em se tratando de recém-nascidos, menos de um cocô por dia -- e fezes sólidas -- já é sinal de constipação.

Para bebês mais velhos, que já comem outros alimentos, os sintomas são:

• Irritabilidade, dor de barriga e desconforto gástrico

• Abdome duro ao toque

• Dor de barriga que melhora depois de fazer cocô

• Traços de sangue nas fezes, normalmente devido a fissuras na pele do ânus, provocada pela passagem do cocô ressecado

• Cocô duro, em bolinhas pequena

Por que o intestino fica preso? 


Um dos motivos de prisão de ventre pode ser a ingestão insuficiente de líquido. Se mesmo bebendo muito líquido o intestino continuar preso, é importante mencionar o problema ao pediatra -- ele pode querer descartar outras doenças ou examinar o bebê para ver se não há fissuras no ânus.

Pode acontecer também de a criança começar a segurar o cocô, por associar o ato de defecar com algo doloroso (pode ser que uma vez tenha doído).

Trata-se nesse caso da chamada "auto-obstipação", e é necessário conversar com o pediatra para adotar uma estratégia que faça a criança dissociar o ato de fazer cocô de uma experiência dolorosa. O médico pode receitar algum tipo de laxante leve.

Como tratar a prisão de ventre? 


Converse com o pediatra antes de tomar medidas para aliviar o desconforto do bebê. Lembre-se de fazer uma lista de perguntas nas consultas de rotina para já saber o que fazer no caso de uma eventual prisão de ventre. No caso de bebês que tomam fórmula de leite em pó, o pediatra pode trocar a marca ou o tipo do leite para ver se o problema se resolve.

Para bebês que já comem alimentos sólidos, o pediatra pode recomendar mamão papaia e ameixa preta (uma das estratégias favoritas das mães é deixar a ameixa de molho num copo d'água durante a noite e depois dar a água ao bebê, ou ainda bater a ameixa junto com suco).

Alimentos com fibras são benéficos (frutas e verduras), e muito líquido.

Você também pode usar as seguintes estratégias:

• Faça movimentos de bicicleta com as pernas do bebê se ele estiver com o intestino preso. O movimento pode ajudá-lo a eliminar as fezes.

• Se o bebê já come outros alimentos, dê a ele menos alimentos que "prendem", como arroz, banana, maçã e cereais.

A prisão de ventre aparece com mais frequência quando o bebê já come outros alimentos, já que o organismo dele está aprendendo a lidar com a nova comida. Com o tempo, o intestino deve retomar um ritmo adequado.

O que é normal? 


Inspecionar o cocô da criança com toda a atenção do mundo (e cheia de perguntas) é uma das marcas registradas das mães. Vira até um dos principais assuntos das conversas. Você não imaginava como esse assunto um dia ia lhe interessar tanto, imaginava?
Saber o que é normal e o que não é tranquiliza os pais, principalmente os de primeira viagem. Tudo vai depender da idade da criança, se ela mama no peito ou não, e se ela já come outro tipo de alimento. O cocô do bebê passa por várias mudanças durante o primeiro ano, e logo você já vai saber direitinho o que é normal para seu filho.

Não existe uma frequência certa para o bebê fazer cocô. Nos primeiros meses, a frequência depende do que ele mama -- leite materno ou fórmula industrializada. Bebês que mamam exclusivamente no peito podem tanto fazer cocô quatro vezes por dia como uma vez a cada três dias -- ou alguma coisa no meio termo. Não é preciso se preocupar, desde que as fezes estejam pastosas e não causem dor. Os bebês que tomam fórmula de leite têm um pouco mais de tendência a ter prisão de ventre, por isso o ideal é que façam cocô todos os dias. Se o seu filho não estiver fazendo, preste atenção se ele está com desconforto e converse com o médico.

Nos primeiros dias depois do parto, o bebê vai fazer um cocô bem esquisito: preto esverdeado, melecado, o chamado mecônio. Trata-se de um material que se acumulou no intestino do bebê durante a gravidez. Depois dessa primeira fase, o cocô pode assumir cores e consistências variáveis -- às vezes é amarelo-ovo com grumos, às vezes é amarelo com grânulos verdes. Essa variação é absolutamente normal. O cocô tem cheiro, sim, mas não chega a ser um odor característico de fezes e não deve incomodar muito. 

E da criança amamentada no peito? 


O cocô de bebês amamentados é bem diferente do cocô de crianças que tomam fórmulas de leite. O colostro, aquele primeiro leite meio transparente que aparece logo depois do parto, funciona como uma espécie de laxante, ajudando a criança a eliminar o mecônio. Quando o leite em si "desce", depois de cerca de três dias, o cocô do bebê começa a mudar, assumindo uma cor amarelo vivo, cor de gema de ovo, com um cheiro meio doce. A consistência varia: pode ser viscoso, com uns grãozinhos, ou com aspecto coalhado.

Na segunda semana depois do nascimento, as fezes podem ficar mais líquidas e amarelas, o que até assusta os pais, que acham que se trata de diarréia. É na verdade um cocô de "transição" entre o mecônio e o cocô da amamentação.

No começo, pode ser que o bebê faça cocô durante cada mamada -- ou logo depois dela --, mas logo você vai notar uma regularidade, para prever o momento ideal de fazer a troca de fralda. Essa rotina pode mudar de tempos em tempos, por exemplo quando ele começar a comer outros tipos de alimento, quando ficar doente ou se começar a espaçar mais as mamadas.

Preciso tomar algum cuidado especial para passar do leite materno para a fórmula de leite em pó? 


Caso a mudança seja mesmo necessária, faça a transição devagar, ao longo de pelo menos 15 dias, a menos que seja impossível. Com a mudança gradual, o sistema digestivo do bebê terá mais tempo de se adaptar e evitar aprisão de ventre, e ao mesmo tempo suas mamas vão se acostumando à redução da demanda, para não ficarem cheias e doloridas depois. Quando o bebê estiver totalmente adaptado ao leite em pó, o cocô dele pode mudar completamente, tanto no aspecto quanto na frequência.

Como é o cocô da criança que toma fórmula de leite?

Quando o bebê mama leite em pó, o cocô é amarelo claro ou marrom amarelado, e mais sólido que as fezes do bebê amamentado, já que a fórmula do leite em pó não fica tão digerida quanto o leite materno.

Crianças que tomam esse tipo de fórmula normalmente precisam fazer cocô todos os dias, porque, como as fezes são mais sólidas, elas incomodam se se acumulam no intestino. Quanto mais tempo elas ficarem lá, mais ressecadas e duras ficarão, na chamada constipação ou prisão de ventre. Fale com o pediatra se seu filho apresentar esse problema.

O que não é normal? 


Diarréia: O cocô fica muito líquido, quase água, e a frequência aumenta. Bebês amamentados no peito correm menos risco de ter diarréia em comparação a bebês que tomam fórmula de leite, porque o leite materno inibe a proliferação dos microorganismos que causam o problema.

Bebês que tomam leite em pó ficam mais sujeitos a infecções, por isso é vital esterilizar mamadeiras ou copinhos e sempre lavar bem as mãos. A diarréia pode acontecer devido a uma infecção viral ou bacteriana, ao consumo excessivo de frutas ou suco ou como reação a um remédio. A introdução de novos alimentos e a alergia também podem provocar diarréia. Na época em que os dentes nascem, o cocô também pode ficar mais líquido.

Uma diarréia que não melhore sozinha em um ou dois dias indica que há algum tipo de infecção, portanto é necessário procurar o médico.

Prisão de ventre: A constipação verdadeira não é só o bebê ficar todo vermelho, fazendo muita força, quando vai fazer cocô. Entre os sintomas estão extrema dificuldade em defecar, cocô com aspecto de pedrinhas, dor abdominal, enrijecimento da barriga, irritabilidade e às vezes presença de sangue nas fezes, por causa de fissuras anais (pequenas rachaduras na pele do ânus), provocadas pela passagem do cocô ressecado. Bebês que mamam no peito têm menos propensão à prisão de ventre que crianças que tomam fórmula, já que o leite materno funciona como um regulador intestinal.

Sempre consulte o pediatra se seu filho estiver com prisão de ventre, e especialmente se você observar sangue nas fezes. Ele provavelmente orientará você a aumentar a ingestão de líquidos do bebê, e a acrescentar mais fibra na alimentação dele, se ele já estiver comendo outros alimentos (dando mais mamão ou ameixa, por exemplo).

Cocô verde: Se as fezes do bebê estiverem verdes e meio espumosas, é possível que ele esteja recebendo lactose demais. Isso acontece quando a criança mama com frequência no seio, mas não chega a tomar o leite posterior, mais rico em calorias, que vem no fim da mamada. A persistência do cocô verde também pode ser causada pelo fato de o bebê estar mamando demais ou de menos, ou pode indicar a presença de um vírus. Mas pode ser também apenas indicação da variação no tempo de trânsito intestinal, ou seja, não é preocupante se ocorrer uma vez ou outra.

Para evitar que isso aconteça, deixe que o bebê esvazie bem um seio antes de oferecer o outro. Se o cocô continuar bem verde por mais de 24 horas, converse com o pediatra para tentar descobrir a fonte do problema. Pode ser uma sensibilidade a algum alimento ou a um remédio, ou então serão necessários ajustes na rotina de amamentação.

Sangue nas fezes: Traços de sangue no cocô do seu bebê podem aparecer se ele estiver com prisão de ventre, e a passagem das fezes causar fissuras na pele do ânus. Mas sempre consulte o pediatra no caso de encontrar sangue, para descartar qualquer outra possível causa, como a alergia ao leite de vaca (mesmo que o bebê mame apenas no peito, já que a mãe consome o produto).



3 comentários:

Anônimo at: 13 de outubro de 2011 23:03 disse...

o pediatra sempre fala a mesma coisa,agua com ameixa seca,mas nunca adianta minha florsinha fica ate cinco dias sem fazer as vezes dou meio comprimido de laxante natural,agora coloco farelo de trigo e pura fibra no mingal e nas refeiçoes,faz tres dias que comecei estou anciosa pra começar fazer efeito,ela tem um ano e tres meses sofre e ela avisa pois ja usa o pinico se der certo aviso

Anônimo at: 8 de agosto de 2012 16:50 disse...

meu neto tem 15 das e estar com prisão de ventre o ke devo fazer pra acabar com esse mal

Anônimo at: 3 de janeiro de 2014 14:35 disse...

Minha filha esta com 7dias q não faz coco o q devo fazer

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